Uma breve mais profunda canção é apropriada para um jantar antes da caminhada para a morte? (Possíveis salmos da última ceia – 5)
Hoje quero pensar sobre os dois últimos Salmos
destes que os estudiosos dizem eram cantados na Páscoa e podem ter sido cantados
na última ceia de Jesus com seus discípulos. Vamos começar com esta pequena,
mas profunda canção do Salmo 117.
“Louvai ao Senhor, vós todos os gentios, louvai-o, todos os povos. Porque mui grande é a sua misericórdia para conosco, e a fidelidade do Senhor subsiste para sempre. Aleluia!”
Salmo 117
O menor “capítulo” da Bíblia (embora os salmos, apesar de numerados como os outros livros da Bíblia, sejam cânticos e não capítulos). Enfim, o tamanho deste cântico não diminui o quanto ele é cheio de significado. O Salmista chama a todos os gentios e todos os povos para o louvor, portanto é um convite a todas as nações da Terra para o reconhecimento de quem é o Senhor, e o louvor do seu nome.
O apóstolo Paulo usou este salmo para mostrar que todas as nações compartilham das promessas de Deus feitas aos patriarcas (veja o que ele diz em Romanos 15.7-11), ou seja, podem ser alcançadas por essas promessas. E porque todos em todos os lugares do mundo devem louvar ao Senhor e glorificá-lo como Deus? Por causa da sua grande misericórdia e fidelidade! Esta palavra misericórdia, quase sempre quando aparece nos salmos está fazendo referência ao amor especial de Deus ligado à sua aliança. Quando o povo de Israel cantava isso, se lembrava da promessa de Deus de permanecer fiel à aliança firmada com eles, como Ele havia dito a eles quando lhes deu a Lei de Moisés (Êxodo 34.6).
Pensar nessa promessa de fidelidade de Deus deveria constranger o seu povo a louvá-lo. Ele continuaria o mesmo, sempre ligado ao seu povo pelo amor e pelo compromisso que tinha com ele. Isso quer dizer que Deus ia “passar o pano” para os pecados e a infidelidade do povo? Claro que não! Mas Ele com certeza proveria os meios de se revelar a eles, instruindo e chamando ao arrependimento, apontando o caminho de volta ao seu cuidado, de volta ao desfrute das suas bênçãos quando seu povo andava em obediência. Ele continuaria a apontar o caminho da salvação que estava por vir, em Jesus.
Mas este Salmo é significativo para a Páscoa em um sentido ainda maior. Por Deus ser fiel e cheio de misericórdia, porém totalmente justo e santo, era preciso que a ofensa do pecado cometida em Adão fosse e herdada por nós fosse reparada para que o homem pudesse novamente se relacionar com Ele em comunhão e nova vida. E tudo que o Senhor tinha dito ao seu povo desde Adão era de que haveria um salvador, haveria um resgatador, haveria um preço pago e tudo isso se cumpriu em Cristo na cruz!
Não sabemos se este cântico foi cantado naquela noite em que Jesus ceou com seus discípulos, mas sabemos que este é um cântico que deve ecoar em nosso coração, nos lembrando da fidelidade do Senhor e da firmeza do seu compromisso com aqueles a quem Ele veio resgatar das trevas para a sua maravilhosa luz!
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